John Textor recebe mais uma má notícia no comando do Botafogo
Afastado do comando da Eagle, John Textor vive momento turbulento também no Botafogo. O americano enfrenta a maior pressão interna desde que assumiu a SAF alvinegra, no início de 2022.
Nas últimas semanas, Textor perdeu força política, e nomes importantes do associativo e da SAF defendem a saída do empresário. Há o entendimento de que a gestão do americano está fazendo mal ao clube.
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André Durão
Escolhido por Textor, o CEO da SAF alvinegra, Thairo Arruda, é um dos personagens que contestaram decisões recentes do americano. O presidente do associativo, João Paulo Magalhães Lins, também vê com desconfiança os últimos movimentos do americano.
O ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, que ainda detém bastante influência fora da SAF, é um dos que se mostram contrários à continuidade de Textor. Após as conquistas da Libertadores e do Brasileirão em 2024, Montenegro definiu o empresário como “herói” e “ídolo”, mas também já manifestou preocupação com os rumos da SAF, a ponto de afirmar que Textor havia pegado dinheiro com agiota.
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As promessas não cumpridas e a falta de dinheiro causam desconfiança em dirigentes e funcionários. O clima de apreensão toma conta de todos os departamentos do Botafogo.
Textor fez uma série de promessas neste início de 2026 — a principal delas sendo a entrada de um aporte para sanar principais dívidas e o transfer ban referente à dívida com o Atlanta United pela compra de Almada. Não houve, até agora, nenhum sinal de que esse dinheiro vá entrar nos cofres do clube.
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Textor está ciente do isolamento no Botafogo e admitiu para pessoas próximas um certo receio diante da pressão. Ele foi afastado da Eagle, mas continua no comando do Glorioso por causa de uma liminar concedida em outubro de 2025.
Apesar do receio, Textor confia na manutenção da liminar da Justiça do Rio de Janeiro, concedida em outubro de 2025, que lhe deixa no poder. Assim, ele não vê a possibilidade de sair.
— Quando as coisas ficam difíceis, você não abandona. Isso é ridículo. Eu não me importo se os torcedores não apreciam mais os títulos. Eu sou o dono certo para esse clube — disse o empresário em entrevista ao “Arena Alvinegra” no sábado.
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Textor não investe dinheiro no Botafogo há pelo menos oito meses. O caixa recente do Alvinegro é movimentado por patrocínios, cotas de TV e vendas de jogadores — o que inclui inclusive adiantamento de valores de saídas recentes, como a transferência de Cuiabano para o Nottingham Forest.
Mesmo com a promessa de Textor de um aporte significativo para esta semana, o cenário é de pessimismo nos bastidores do clube. Há o entendimento de que o americano não vai conseguir viabilizar esse dinheiro. O americano não conta mais com o prestígio interno de antes.
A dívida da SAF é calculada em pelo menos R$ 1,5 bilhão — com passivo de curto prazo de R$ 700 milhões. No entanto, o aporte prometido seria para pagar o que é considerado dívida urgente, como é o caso do débito com o Atlanta United. O Botafogo sofreu transfer ban da FIFA e precisa pagar US$ 21 milhões ao clube americano para poder voltar a inscrever os jogadores, mas possui dívida ainda maior com o time americano.
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