Ataque de drone ucraniano, no contexto do conflito entre Rússia e Ucrânia na cidade de Starobilsk.
REUTERS/Pavel Klimov/File Photo
O número de mortos no ataque ucraniano com drones a uma escola de ensino médio em uma cidade no leste da Ucrânia, ocupada pela Rússia, subiu para 18, de acordo com autoridades neste sábado (23).
A maioria das vítimas são mulheres jovens, informaram autoridades russas durante um debate acalorado sobre o incidente na ONU.
O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu retaliação pelo ataque que, segundo ele, atingiu uma área onde “não havia alvos militares, nem instalações pertencentes a serviços de inteligência ou agências relacionadas”.
O ataque ocorreu na noite de quinta-feira em Starobelsk, uma cidade na região de Luhansk com cerca de 16 mil habitantes, na Ucrânia.
Agora no g1
A Ucrânia negou ter como alvo civis e alegou que o ataque tinha mirou em uma unidade de drones russa estacionada na área.
Segundo o Ministério de Situações de Emergência da Rússia, um total de 48 vítimas foram registradas.
Vídeos divulgados pelo ministério mostram dezenas de socorristas vasculhando os restos de um prédio de cinco andares, agora reduzido a ruínas.
A maioria dos mortos e desaparecidos são mulheres jovens nascidas entre 2003 e 2008, segundo uma lista divulgada por Leonid Pasechnik, governador da região nomeado por Moscou.
No começo da manhã deste sábado, fontes russas indicaram na sexta-feira que 86 jovens entre 14 e 18 anos estavam em um dormitório de vários andares que desabou após o ataque com drones.
O Estado-Maior ucraniano negou ter atacado civis e alegou que suas forças bombardearam diversas instalações militares russas, incluindo o quartel-general de uma unidade posicionada na região de Starobelsk.
O Estado-Maior afirmou ter atacado elementos do grupo Rubikon, uma unidade russa especializada em ataques com drones.
A região de Luhansk, reivindicada por Moscou como sua, está quase inteiramente sob controle russo.
Os ataques com drones em ambos os lados da fronteira aumentaram consideravelmente desde o ano passado, e ambos os países são capazes de lançar ataques todas as noites com centenas desses dispositivos.
*Com informações da Reuters

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