
Presidentes Donald Trump, dos EUA, e Gustavo Petro, da Colômbia
Elizabeth Frantz/Reuters e Luisa Gonzalez/Reuters
O presidente colombiano Gustavo Petro foi designado como “alvo prioritário” pela Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), segundo um registro ao qual teve acesso a agência Associated Press.
Petro está sendo investigado criminalmente por pelo menos dois escritórios de procuradores federais dos Estados Unidos, segundo o jornal americano “New York Times”.
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De acordo com a reportagem, publicada nesta sexta-feira (20), citando fontes familiarizadas com o assunto, as suspeitas giram em torno de possíveis encontros de Petro com traficantes de drogas e se sua campanha presidencial solicitou doações desses criminosos.
As investigações, ainda em fase inicial, estariam sendo conduzidas pelos escritórios dos procuradores de Manhattan e do Brooklyn, ambos em Nova York, afirma o Times.
Procurado pela agência de notícias Reuters, o porta-voz do Ministério Público Federal em Manhattan recusou-se a comentar a reportagem. Nem a Presidência da Colômbia nem o MPF do Brooklin responderam ainda.
Petro e Trump se encontram na Casa Branca após brigas em redes
Depois de um ano marcado por trocas de insultos e ameaças, Trump e Petro se encontram na Casa Branca
No começo de fevereiro, Petro se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, depois de meses de trocas públicas de acusações, ameaças e insultos.
Entre os principais temas do encontro estava o combate ao narcotráfico, já que Trump acusou publicamente o presidente colombiano de envolvimento com o tráfico de drogas, sugeriu uma operação militar contra a Colômbia e chegou a dizer que uma ofensiva “soa bem”.
Petro reagiu chamando o presidente dos EUA de “senil” e afirmou que as acusações eram uma retaliação por ter se recusado a atender interesses econômicos dos americanos. Ele também criticou a operação contra a Venezuela que capturou o ditador Nicolás Maduro.
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