
Eduardo Baptista completa um ano no comando do Criciúma
Há um ano, Eduardo Baptista desembarcava pela manhã no Aeroporto de Florianópolis. Ele chegava em Santa Catarina para assinar com o Criciúma, após a demissão de Zé Ricardo na Série B. Com aproveitamento de 56%, Baptista tem vínculo até o fim de 2027.
– Se eu quero estar aqui, imagina como eu quero estar aqui em uma Série A – Eduardo Baptista.
Eduardo Baptista completa um ano no Criciúma
João Vitor Pereira/Criciúma E.C.
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Ao completar a marca, Baptista também entra no seleto grupo de técnicos mais longevos na Série B. O comandante assumiu o time catarinense em um início instável na última temporada. No fim do ano, bateu na trave pelo acesso e ficou com a 5ª colocação. Ainda assim, teve o vínculo renovado até o fim de 2027.
Desde que chegou ao Sul de Santa Catarina, Baptista sempre deixou claro o desejo e sonho que tinha de comandar o Criciúma. “A sensação que senti hoje na chegada do ônibus foi especial, eu queria estar aqui”, disse após a vitória contra o Novorizontino, no Heriberto Hülse, em 2025. Perguntado sobre as investidas de outros clubes nos últimos meses, Eduardo enalteceu o que fez ele ficar no Tigre.
– O torcedor. Eu gosto desse clima. É muito sagrado quando eu entro no nosso estádio. Ali eu entro, não é soberba, mas com uma certeza que as coisas vão acontecer bem. A cultura do Criciúma se assemelha muito com a minha filosofia. Uma filosofia de jogo, uma atenção e trabalho muito sério com a base e você dar condições de poder brigar em cima. Tudo isso fez eu ter renovado aqui e nada vai me tirar hoje aqui do meu foco para poder ir para outro lugar – disse.
Eduardo Baptista e Thiago Gasparino no Criciúma
João Vitor Pereira/Criciúma E.C.
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São 53 jogos no comando do Criciúma, com 25 vitórias, 14 derrotas e 14 empates – o último, no sábado, contra o Cuiabá, na Arena Pantanal. No início da temporada, após a eliminação nas quartas de final do Campeonato Catarinense, o time passou por uma oscilação e buscou recuperação ao ser campeão da Taça Acesc – garatindo vaga na Copa do Brasil de 2027.
– É uma cidade que respira futebol. […] É um ano de ajustes, que tivemos um início onde foi preciso ajustar situações, mas o ponto positivo é que a gente conseguiu ter um olhar melhor para a base, oportunizar mais os meninos. Eu sigo o meu trabalho, o peso desse ano foi não ter a Copa do Brasil, fatalmente eram R$ 3 ou 4 milhões que a gente teria e não estaria a carga tão grande em cima da diretoria. Poder voltar para a Copa do Brasil no ano que vem foi importante. Colocar jogadores em uma prateleira do futebol e estar brigando em cima. O torcedor, como eu, cobra. Eu quero estar em cima, eu desejo estar na Série A ano que vem. As mesmas cobranças que vem do externo, eu também me faço para gente poder sempre melhorar.
O Criciúma, de Eduardo Baptista, volta a entrar em campo no sábado. A equipe visita o Juventude, às 21h15, no Alfredo Jaconi. A bola rola pela 8ª rodada da Série B.
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