
Voz do Setorista: Colidio é o novo camisa 9 do Vasco
Primeiro reforço do Vasco para o ataque nesta janela, Facundo Colidio foi apresentado nesta sexta-feira, no CT Moacyr Barbosa. O argentino chega como uma opção para o ataque de Pedro Emanuel, podendo atuar centralizado ou pelos lados do campo, e ganhou ainda mais importância após a lesão de Brenner.
— Assim como disse o Sosa, as características de argentinos são a garra, o coração… E bom. Sabemos todos que no Brasil jogar bonito é melhor. Jogo mais como segundo atacante. Mas posso atuar como um camisa 9 no centro, também pela esquerda ou pela direita. Sinceramente, posso jogar em todas posições do ataque. Então, estou disposto a ajudar, o técnico vai me conhecer e decidir.
— Por que o Vasco? O Admar tem muito a ver com isso, nos reunimos na Argentina, ele falou comigo sobre o projeto do clube. Me pareceu muito ambicioso e motivador. Foi assim que aconteceu, não precisamos falar sobre a grandeza do Vasco. Estou muito contente de estar aqui para ajudar a equipe voltar a ganhar.
Colidio era titular do ataque do River Plate. O atacante disse que o Vasco precisa voltar a ser campeão e valorizou o projeto esportivo apresentado pelo clube.
— Nós dois viemos de clubes muito grandes, que ganharam muitos títulos. Vasco tem muitos títulos e precisa voltar a ganhar. Nós viemos para isso. Como disse antes, o Vasco tem um projeto esportivo, é por isso que estamos aqui. Vamos fazer todo o possível para conseguir títulos.
O atacante explicou que no início da carreira atuava como um 9 de referência, mas que modificou o seu jogo com o passar do tempo.
— Quando era mais novo, comecei sendo um 9 de referência. Depois, à medida que fui crescendo, modifiquei muito meu jogo, fui mudando. Isso me levou a ter mais características, ser mais maleável na maneira de jogar e poder jogar em qualquer posição: na frente, pela esquerda, pela direita também posso fazer, mas me sinto mais incômodo pelo meu perfil. É isso, hoje posso fazer todas as posições no ataque.
Colidio Admar Lopes Vasco
Sergio Santana
A expectativa é a de que Colidio estreie neste domingo com a camisa do Vasco. Ele usará o número 9, camisa que usava quando era criança. O atacante citou a competição no ataque do elenco, que disputará por uma vaga com Spinelli, Brenner e David, ou nas pontas com Adson, Nuno Moreira, Andrés Gómez e Marino Hinestroza.
— A camisa número 9 é a que eu usava quando era mais novo, por isso que eu gosto. Minha meta é ajudar a equipe a conseguir o máximo possível e alcançar a maior quantidade de resultados — disse Colidio, que completou:
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— Sabemos que, internamente, existe uma competição, mas a competição é sempre saudável. Ainda mais neste grupo, encontramos um grupo de pessoas muito boas, isso é importante. Obviamente vai jogar quem o técnico escolher, mas a minha vontade é de jogar, claro.
Veja outros trechos da coletiva
São Januário
— Ontem fomos ao campo e vivemos uma experiência muito linda. Gostamos muito do ambiente, da torcida, o estádio e o ambiente que foi gerado. Estou muito ansioso, como disse antes, para estar aqui no domingo e ver toda a torcida, que vai estar muito feliz
Clima no CT Moacyr Barbosa
— Encontrei um grupo muito bom, de pessoas excelentes. Isso é muito positivo. O centro de treinamento é muito bom, o estafe muito amplo, com pessoas dispostas a trabalhar. Isso é muito importante. Estou contente por estar aqui e poder viver isso
Pressão em grandes clubes
— Estive três anos no River, não precisamos falar da imensidade desse clube, com a pressão que existe. Tem uma pressão para ganhar todos os jogos, como agora o Vasco necessitar vencer todos. Estou acostumado a essa pressão. Estou muito ansioso para jogar a primeira partida e a conseguir as coisas.
Passagem no River Plate e rivalidade do Vasco
— Quando começaram a sondar o meu nome para vir para cá, todos começaram a falar desse gol do Juninho no Monumental. Sim, eu me lembro. Mas temos partidas adiante, temos que passar pelo Olimpia e, depois do Olimpia, veremos quem pode ser. Mas vamos ver passo a passo.
Adaptação
— Não acho que vai ser um problema a adaptação ao futebol brasileiro. Nós (Argentina) temos uma grande quantidade de partidas, como você disse, então isso não vai ser um problema. O jogador está acostumado a jogar muitas partidas e é o que ele gosta, jogar. Isso não vai ser um problema
Semelhança com Vegetti
— Sabemos que somos muito diferentes na hora de jogar, de características diferentes. Ele era um 9 de área, eu tenho outras características. Mas tomara que meu rendimento deixa toda a torcida do Vasco contente
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