Lucas Paquetá foi apresentado oficialmente pelo Flamengo na tarde desta segunda-feira, no Ninho do Urubu. Depois da estreia na derrota na Supercopa do Brasil, o jogador, enfim, falou como reforço do clube e explicou a decisão de deixar o West Ham para retornar ao lugar onde foi formado seis anos depois.
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— Primeiro é impossível eu não falar de felicidade porque minha decisão foi voltada nisso. Tive outras oportunidades de continuar na Europa e na Inglaterra. O motivo de eu me sentir bem e feliz é que me fez ter essa primeira decisão de voltar ao Flamengo. Segundo todos sabem como eu amo esse clube, cresci aqui, é a minha casa. Obviamente pelo momento que o clube vive financeiramente, os resultados falam por si só, um ano vitorioso. Isso era algo que fazia meus olhos brilharem para que eu pudesse querer fazer parte disso – disse o jogador.
— Eu vou ter que usar uma música: “só quem é rubro-negro para compreender”. É um amor que eu sempre tive, eu cresci aqui, é a minha casa. Eu queria voltar para casa. É sentimento, é identidade. É o que eu sinto – completou.
Paquetá contou como a experiência na Europa o ajudou a crescer até voltar ao Flamengo. A vontade do jogador foi fundamental para o andamento do negócio. Ficaram ao lado dele durante toda a entrevista o diretor José Boto e o presidente Bap, algo que não havia acontecido com outros reforços.
— Eu volto uma pessoa diferente, obviamente. Eu cresci não só como profissional, mas como ser humano também. Me tornei pai, tenho uma família. Volto mais experiente, todos os lugares que passei aprendi um pouco, procurei evoluir. Volto mais cascudo no sentido de aprender a lidar com as situações que eu vá vivenciar. Mais preparado para lidar com tudo – disse.
— Mais cascudo não quer dizer que é mais fácil. Eu não consegui dormir. Eu me cobro muito. Mais cascudo é porque hoje é um novo dia, eu tenho que estar de cabeça em pé, sei do meu potencial e sei do que posso entregar ao Flamengo. Óbvio que eu queria chegar e ser campeão. Tudo o que eu fiz para estar aqui nesse jogos, eu paguei o avião, abri mão do meu salário no West Ham, e muitas coisas que as pessoas não sabem. Eu queria chegar e poder ter essa oportunidade, mas não foi da maneira que eu esperava. A experiencia que eu tive lá fora me ajudar a pensar que hoje é um novo dia para que eu possa converter outra oportunidade e ajudar o Flamengo – explicou.
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Boto, Paquetá e Bap em apresentação no Flamengo
Thiago Lima/ge
Veja outras declarações de Paquetá:
O que fez para voltar
— Eu posso dizer que fiz o possível e impossível. Nada seria possível sem o Flamengo e o que o clube apresenta hoje de estrutura. Fiz o que eu podia e não podia. Primeiro por mim, pela minha felicidade e da minha família. De voltar para casa, me sentir bem novamente jogando no Flamengo. Era o que eu queria, isso não mudaria. Todos sabem que tive possibilidade de permanecer na Europa, com proposta do Chelsea e possibilidade de jogar Champions League. Eram sonhos que coloquei na balança. Tinha esse sonho vivo de jogar a Champions League, fiquei sete anos na Europa e não tive essa oportunidade. Agora ela surgiu, mas também tinha o sonho de voltar ao Flamengo, brigar por títulos, ter uma história vencedora. Optei por essa porque sei que aqui serei feliz. O início não foi da maneira que eu gostaria, mas tenho certeza que essa história será vencedora.
Como está fisicamente
— Foi quase um mês parado, mas queria muito estar nesse jogo, nessa estreia, disputar um título. Fiz o que pude, me coloquei à disposição mesmo com dois dias de treino. Não foi da maneira que eu gostaria de estrear e me cobro por isso. Mas pretendo o quanto antes encontrar o melhor nível físico porque sei que as coisas vão acontecer naturalmente e vou ajudar o Flamengo.
Entrosamento
— Está cada dia melhor. O dia a dia e os treinos são para isso. Acho que com o tempo vamos nos entendendo fora e dentro de campo. Espero que seja um ano vitorioso.
Boto, Paquetá e Bap em apresentação no Flamengo
Thiago Lima/ge
Plano de carreira e provocações
— Meu objetivo é cumprir o meu contrato, fazendo o meu melhor e ter uma história vencedora por isso cinco anos, porque sei que vou ter oportunidade de ganhar títulos e comemorar com a torcida. Faz parte do futebol, quando eu ganho eu danço. As pessoas podem comemorar da maneiras que elas querem. O Corinthians fez um bom jogo e foi vencedor. Nós temos que trabalhar e correr atrás.
Primeiras sensações do retorno
— Muita euforia, alegria de todos de me ter de volta e eu de estar aqui reencontrando todos. Foi corrido, foram só dois dias de treino, ainda me adaptando na situação de casa, ainda preciso ajeitar alguns detalhes. Mas não deixando de comemorar de estar aqui. Momento de muita felicidade meu e da minha família, aos poucos as coisas vão se encontrando. Foi de muita emoção e euforia.
Estava 100% fisicamente
— Eu estou melhor. Às vezes acham que eu não tive dores nas costas, mas eu tive. Além da negociação, eu optei por me preservar e cuidar de mim. Na última semana de negociação foi mais pela negociação mesmo. O ruim é que eu fiquei muito tempo sem treinar, sem jogar. Eu espero reencontrar meu preparo físico.
Onde quer jogar
— É uma pergunta que eu recebo durante toda a minha carreira e vou dar a resposta que sempre dou porque é a verdade. Gosto de estar no campo, ajudando meus companheiros. Fazer mais de uma função me torna privilegiado e talvez dê uma certa vantagem de estar dentro de campo. Conversei com o Filipe muito sobre isso e disse que estou à disposição para ajudar. Fica a critério dele onde me utilizar e vou estar satisfeito de ajudar o Flamengo.
Como ficou o lado torcedor
— Paquetá torcedor ficou puto, desculpa a palavra. Ainda mais comigo mesmo. Eu entendo e faz parte. Eu estou onde eu queria estar, eu vivenciei todo esse tempo de Flamengo ganhando. Essa minha volta é para fazer parte disso. Eu tenho certeza que será um ano vitorioso e eu vou comemorar muito. O Paquetá atleta e o Paquetá torcedor.
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