A Agência de Cobrança e Controle Alfandegário (ARCA) da Argentina solicitou a convocação de autoridades da Associação do Futebol Argentino (AFA) a um interrogatório por suposta sonegação fiscal de R$ 100 milhões. De acordo com a TV local Todo Notícias, o presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, não poderá deixar o país até prestar esclarecimentos.
Segundo o jornal argentino, o dirigente terá de comparecer a tribunal no dia 5 de março. Além dele, o juiz de Assuntos Criminais Econômicos também convocou o tesoureiro Pablo Toviggino, o secretário-geral, Cristian Ariel Malaspina, o diretor-geral, Gustavo Roberto Lorenzo, o ex-secretário-geral, Víctor Blanco Rodríguez, e a própria AFA como entidade legal.
A denúncia da ARCA é sobre eventos ocorridos entre março de 2024 e setembro de 2025. De acordo com a apresentação, a AFA teria retido impostos e contribuições para a previdência social que não fossem depositados dentro dos prazos legais. Ao todo, são investigados 69 casos, totalizando um valor de 19 milhões de dólares (aproximadamente R$ 100 milhões).
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Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao lado de Chiqui Tapia, presidente da AFA
Getty Images
Os fatos foram enquadrados nos Artigos 4 e 7 do Regime Tributário Penal, que prevêem penalidades de dois a seis anos de prisão para agentes de retenção que não paguem os valores retidos ao tesouro quando estes excedam os mínimos estabelecidos por lei.
A ARCA afirmou em seu parecer que há um “grau suficiente de suspeita” para prosseguir com a intimação para a investigação, uma medida que — se ordenada — permitirá que os réus conheçam as provas coletadas e exerçam sua defesa.
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