Samuel Xavier projeta título para coroar momento do Fluminense: “Muito especial”
O Fluminense vai em busca do seu 34º título do Campeonato Carioca na história neste domingo, na final em jogo único contra o Flamengo. Em coletiva na tarde desta sexta-feira, Samuel Xavier garantiu que ele e sua equipe valorizam a competição estadual e querem muito levantar a taça no Maracanã.
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O Flu não conquista o Carioca desde o bicampeonato em 2022 e 2023. Nas duas temporadas anteriores, o Flamengo foi o campeão.
– Eu costumo dizer que todas as competições que o Fluminense entra, ele tem que entrar pensando em vencer. A Taça Guanabara nós vencemos. Muitas pessoas, principalmente que estão de fora, não dão valor, mas a gente dá muito valor para isso. Levantar uma taça a gente sabe o quanto é difícil, independente de qual taça seja- disse ele na coletiva dos capitães ao lado de Jorginho, dono da braçadeira no Flamengo.
“O Carioca vale muito para a gente, seria muito especial conquistar esse título e coroar o trabalho que vem sendo feito. Vale muito, sim, essa taça. É tão importante quanto a Taça Guanabara. A nossa equipe tem que entrar e defender isso com toda nossa força e nossa garra”, completou.
Samuel Xavier, do Fluminense, em entrevista coletiva antes da final do Carioca
Pedro Felipe / ge
Samuel Xavier mencionou que levantar a taça no domingo seria ainda mais especial para ele, que assumiu a braçadeira de capitão nesta temporada, depois da saída de Thiago Silva. Aos 35 anos, o lateral-direito vive um bom momento no clube e na carreira.
– Esse momento é especial para mim, esse momento de você assumir a braçadeira deixada pelo Thiago Silva, um cara com uma história incrível. Dentro da nossa equipe, não sou um líder sozinho, temos outros líderes dentro da equipe. Mas claro que é especial você vencer e levantar a taça sendo o campeão. Além de uma vitória para o grupo, é uma vitória individual muito grande para o atleta – disse Samuel Xavier.
“Estou vivendo um sonho, falo com maior alegria o que é vestir essa camisa, representar ela tão bem e escrever uma história tão bonita”, conpletou.
Mais vontade? Nada disso
Em alguns momentos da coletiva, Samuel Xavier foi perguntado sobre os resultados recentes em clássicos contra o Flamengo, adversário sobre o qual o Fluminense tem conseguido levar vantagem. Samuel Xavier, por exemplo, tem nove vitórias em cima do rival desde que começou a vestir a camisa tricolor.
Ele disse que não vê o Fluminense demonstrar mais vontade ou empenho que o Flamengo nos Fla-Flus e afirmou que todos os clássicos são difíceis.
– Cada clássico, independente do histórico, tem uma história diferente. A nossa equipe é uma equipe que tem muita humildade para isso. Deixamos o que passou, sabemos das vitórias que tivemos. Mas acho que cada clássico tem uma história diferente. Agora é jogo único, a gente, independente do que foi feito no passado, temos que entrar com toda seriedade possível e poder escrever uma nova história bonita com a camisa tricolor – disse Samuel.
– Às vezes olhando de fora parece (que o Fluminense tem mais vontade), mas dentro de campo não tem sido isso, não (risos). Não tem sido fácil desse jeito, tem sido bem pegado todos os Fla-Flus. São jogos muito difíceis, é clássico. Jogo nenhum queremos perder, mas clássico também. Têm sido jogos muito pegados, de ambas as partes. Ambas as equipes têm entrado com toda garra. Nós temos essa característica, uma identidade muito forte. Espero que a gente continue com essa identidade para conseguir cada vez mais vitórias e mais títulos – concluiu.
Leia outras respostas de Samuel Xavier na coletiva:
Qual característica do Flamengo precisa despertar cuidado por parte do Fluminense?
– Essas finais sempre foram jogos difíceis, por se tratar de um clássico, da grandeza que tem esse clássico aqui no Rio. Nesses jogos, tem sempre que tomar o máximo de cuidado possível. Sabemos da qualidade do nosso adversário, a nossa equipe tem que estar sempre preparada. Sabemos que eles têm um ataque muito rápido e uma posse de bola muito boa. Estamos treinando para isso.
O atual momento conturbado do Flamengo pode ser considerado uma vantagem para o Fluminense?
– Isso não pode ser distração para a gente, independente do que o adversário vem passando. Como falei, todo clássico é um jogo diferente. Sabemos da qualidade da equipe deles. A nossa equipe tem muita humildade para saber a qualidade do adversário. Não tem essa questão de favoritismo, isso fica para o lado de fora. Quando o juiz apita, acaba tudo isso. Independente do que eles vêm passando, o mais importante é a gente desempenhar o nosso futebol, continuar crescendo porque isso vai ser importante pra gente na temporada.
Ser campeão da Taça Guanabara ajuda a elevar a confiança?
– Quando você obtém vitórias, isso traz cada vez mais confiança. O ambiente de vitória traz confiança para toda a equipe. Ganhamos a Taça Guanabara, isso traz confiança para todos os jogadores, para continuar fazendo o seu trabalho. Levantar taças diz que você está no caminho certo. Esse título trouxe mais confiança para nossa equipe. Mas, como disse, é uma história diferente agora, uma final única. Temos que colocar essa confiança dentro de campo.
– Como eu falei, um ambiente bom é um ambiente de vitória e confiança. Conquistar o título estadual, iniciando bem (o ano), te dá mais confiança na temporada. Claro que isso também não pode servir como uma distração. Porque, às vezes, o ser humano tende, quando ganhar, a querer relaxar. Às vezes é normal, você batalha tanto por uma conquista, por uma coisa e, quando você conquistar, dá uma respirada. Pronto, consegui. Isso não pode servir para a gente. Como eu falei, ganhamos a Taça Guanabara, estamos na final do Carioca. Mesmo vencendo, temos que continuar com toda humildade do mundo para que a gente possa dar continuidade nas competições. Sempre com muita humildade e procurando cada vez mais evoluir e crescer.
Qual o tamanho da pressão por esse título?
– Acho que pressão, para um atleta de alto rendimento, são todos os jogos, todos os treinos. Nós temos essa pressão de ganhar, ganhar, vencer, vencer. Se ganha no domingo, a gente entra na quarta-feira precisando ganhar de novo. Independentemente da equipe, todos nós vivemos com essa pressão de sempre ter vitórias. A gente tem a nossa pressão por vencer, por ganhar, por título. Isso acompanha grandes atletas e grandes clubes.
Como fazer com que o Fluminense se sinta mais em casa que o Flamengo?
– Os números são bons, me sinto bem, me sinto feliz de jogar no Maraca, na nossa casa, diante do nosso torcedor. Quem faz essa diferença é o nosso torcedor, que sempre nos apoia, sempre canta. Eu falo nas entrevistas que eles são o nosso combustível, então quem faz a diferença é o nosso torcedor dentro de casa, que canta o tempo inteiro e nos apoia. Isso tem contribuído para que esses números sejam positivos. E eu espero que continue assim.
O empate com o Vasco na semifinal, que interrompeu a sequência de 16 vitórias como mandante, atrapalha?
– Acredito que não, isso nos trouxe a classificação. O mais importante era o que a gente precisava para o momento, a circunstância do jogo. Era um jogo difícil, o que a gente precisava era daquele empate. Foi importante para a gente, a gente considera como uma vitória porque quem passou foi o Fluminense. Isso não atrapalha o nosso desempenho.
O Fluminense tem entrado com mais vontade que o Flamengo nos clássicos?
– A nossa equipe não escolhe jogo que tem que entrar com mais raça ou mais vontade. Claro que o clássico, quando você ganha, é especial por se tratar de um clássico. Mas nossa identidade a gente procurar colocar em todos os jogos, às vezes ela encaixas, às vezes, não. Esse retrospecto contra nosso adversário não tem nada a ver por ser contra o Flamengo. Se você assistir aos jogos do Fluminense, a nossa identidade é sempre a mesma, de entrega e raça. A gente espera continuar entregando o máximo e continuar vencendo, independente do nosso adversário.
Como você avalia o trabalho do Zubeldía?
– Zubeldía tem feito um trabalho muito bom. Eu aprendi isso na minha vida: quando tem um treinador chegando com uma ideia, o grupo tem que assimilar isso muito rápido, entender o que o treinador quer passar, a forma como ele quer jogar, estilo de jogo e o que ele quer que nós entreguemos dentro de campo. Isso está acontecendo no nosso elenco. O recebemos muito bem, entendemos a filosofia dele e o papel que ele quer que a gente desempenhe dentro de campo. Isso tem sido muito bom, espero que a gente colha bons frutos daqui para frente.
Se você fosse o Zubeldía, o que falaria para os jogadores para pararem o Jorginho?
– Acho que todos nós sabemos da qualidade do Jorginho. Mas eu também não posso falar (risos), já está tudo montadinho o que vamos fazer. Além do Jorginho, tem uma equipe do outro lado de muita qualidade, sabemos do que eles são capazes. Temos que ter cuidado não somente com ele, mas com todos os atletas. Eu ia pedir para dar uma chegadinha nele (risos).
Qual a diferença de disputar uma final de jogo único?
– Essa questão de um jogo só tem sido… A gente disputou a Libertadores em jogo único, é diferente de dois jogos. É aquela questão, você não pode falhar, não pode errar. Às vezes, com dois jogos, se no jogo de ida você não tiver o resultado positivo, tem a chance no segundo jogo. Em jogo único você não tem. Todo cuidado tem que ser tomado com a equipe. É trabalhar. Trabalhar bastante porque, se Deus quiser, vamos conquistar essa taça.
Qual tem sido a importância da torcida nos jogos em casa?
– Os números são muito bons no Maracanã, diante do nosso torcedor. O nosso torcedor tem grande parte nisso daí, ele faz a diferença no Maracanã. Muitas vitórias foram muito apertadas, mas com nosso torcedor fazendo a diferença. Às vezes a equipe está cansada, não tem de onde tirar, o nosso torcedor vem, canta, nos apoia e dá aquele combustível a mais para a gente conseguir a vitória. Nosso torcedor tem uma parte gigantesca nisso.
Zubeldía liberado para comandar o time na final
– Sobre o Zubeldía no campo, é muito bom ter nosso comandante ali na beira do campo, dando a instrução certa e mudando a estratégia dentro de campo na hora que tem que mudar. É muito bom ter ele de volta na beira do campo
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